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Rio +20: Prós e contras.



Apesar de um pouco atrasada achei importante postar sobre esse grande evento/projeto que apesar dos altos e baixos e do que alguns chamaram de 'má organização' o importante foi a visão de dois grandes temas para debate: a transição para uma economia verde socialmente inclusiva e uma reforma da ONU para a criação de um novo órgão, a Organização Mundial do Meio Ambiente (Omma). No evento, as mudanças na economia e nos processos de produção e consumo mais limpos, que respeitam os direitos humanos, também estão sendo discutidas. Outras atividades acontecem em paralelo às reuniões em outras localidades do Rio.


A cidade conhecida mundialmente por suas praias e pontos turísticos naturais foi a sede da segunda maior conferência promovida pela ONU. Vinte anos depois da Eco-92, o Rio de Janeiro foi palco – mais uma vez – do grande evento sobre sustentabilidade, a Rio+20, e se torna um símbolo para quem se preocupa com a crise contemporânea. A ideia da grande conferência, que foi realizada de 13 a 22 de junho e reúne chefes de Estado de todo mundo, é frear a degradação do planeta, injetando ânimo à agenda da sustentabilidade.

A cidade conhecida mundialmente por suas praias e pontos turísticos naturais é sede da segunda maior conferência promovida pela ONU. Vinte anos depois da Eco-92, o Rio de Janeiro é palco – mais uma vez – do grande evento sobre sustentabilidade, a Rio+20, e se torna um símbolo para quem se preocupa com a crise contemporânea. A ideia da grande conferência, que está sendo realizada de13 a22 de junho e reúne chefes de Estado de todo mundo, é frear a degradação do planeta, injetando ânimo à agenda da sustentabilidade.

Além dessas providências, a Rio+20 traz dois grandes temas para debate: a transição para uma economia verde socialmente inclusiva e uma reforma da ONU para a criação de um novo órgão, a Organização Mundial do Meio Ambiente (Omma). No evento, as mudanças na economia e nos processos de produção e consumo mais limpos, que respeitam os direitos humanos, também estão sendo discutidas. Outras atividades acontecem em paralelo às reuniões em outras localidades do Rio.

Uma publicação na revista Planeta de março deste ano apontou o que deu e o que não deu certo. Em vinte anos não foram poucos os pontos negativos: as emissões de gás carbônico, principal dos gases de efeito estufa que esquentam a temperatura do planeta, aumentaram em 36%; o número de megacidades – com mais de 10 milhões de habitantes – aumentou em 110%; os desastres naturais com impactos sociais tiveram um aumento de 100%; a agricultura aumentou em 35% e o consumo dos fertilizantes nitrogenados e em 21% a irrigação. Além disso, como grande agravante, temos as 300 milhões de florestas que desapareceram em países tropicais.

Apesar desses aspectos negativos, houve avanços, estes, significativos: 93% dos gases poluidores que causam o buraco na camada de ozônio deixaram de ser gerados, atendendo ao Protocolo de Montreal; o consumo de biodisel subiu em 300.000% e o uso de biocombustíveis aumentou em 3.500%; a energia solar cresceu 30.000% e a energia eólica, 6.000%; o ecoturismo cresceu três vezes mais em relação ao turismo de massa e a média anual de agricultura orgânica cresceu em 13%.

Entre altos e baixos, as discussões continuam no Rio de Janeiro, e o ambientalista da Agenda 21 de Passo Fundo, Carlos Eduardo Sander, que tem diversificado sua participação em diferentes setores da conferência, conta sobre o debate no setor da economia, que aconteceu ontem à tarde: “Os economistas do mundo inteiro dizem que nada melhor que uma grande crise para nos capacitarmos de soluções. Na visão chinesa, dinamarquesa, alemã e brasileira – os países que estiveram participando do debate acreditam que precisamos ir além da forma tribal”, explicando que é necessário ver o planeta e as formas de comportamento de forma globalizada, como acontece na economia, que globaliza suas mercadorias.

O setor econômico sugeriu na Rio+20 transparência como o grande mote para superar essas perspectivas. Um ponto em destaque nesse setor é a concordância no que diz respeito às emissões de gás carbônico, sendo mais fácil conseguir uma diminuição desses gases com a população norte-americana, mesmo modelo europeu, do que convencer as populações menos desenvolvidas e mais pobres de reduzir suas emissões. Carlos Eduardo deixa a dica: “Lembrem-se: todos cuidando de tudo!”


Fonte: www.upf.br

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Tem razão. Infelizmente, apesar das ideias terem sido maravilhosas, pouco foi colocado em prática. Enfim, para alguns que conseguiram visar o lado bom, algo bom fica na vida destes e o planeta agradece!

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  2. Ana,o mesmo exemplo eu dou para a convenção da ONU em 2000 onde estabeleceram 8 metas para mudar o planeta até 2050.Não lembro de todas,mas basicamente era acabar com a fome e a miséria,educação básica para todos,igualdade entre sexos,reduzir a mortalidade infantil,combater aids e malária,qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e mais algumas que esqueci. Metas lindas né? mas na prática,acho que das 8 apenas o único objetivo alcançado foi igualdade entre os sexos. O rio + 20 é a quase a mesma coisa,tem metas e planos ótimos,mas que não saem da teoria. O que fica de bom mesmo é a consciência socio-ambiental deixada para as pessoas que se interam sobre ecologia e meio-ambiente. Gostei do teu blog,vou seguir.
    Beijo

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    1. É complicado né? O que eu vejo é que as pessoas só querem trabalhar em algo quando a situação já é crítica, na minha opnião não falta muito! Mas vamos fazer nossa parte, né? Minha cidade tem um grande trabalho e olha que somos poucos, interiorzinho pequeno! Se as grandes cidades fizessem o que fizemos... Enfim, obrigada! Já estou seguindo o teu também, morro de rir.
      Beijos.

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